sábado, 6 de outubro de 2012



A "UNIDADE" deles!


O Partido Comunista não esteve presente no Congresso Democrático das Alternativas! Estranho, não é!
Para mim, que os conheci 18 anos, não me surpreende, os outros que se surpreendam.
Não foram ao Congresso, assumiram-se!
Mas indo ao fundo da questão, verdadeiramente, não estiveram presentes, porquê?
Será por o Congresso ser Democrático?
Será por o Congresso falar de Alternativas?
Pois é, este conceito de "UNIDADE" é sui generis: Com eles à frente, sim! Lado a lado, nem pensar!
Pensemos!

sábado, 29 de setembro de 2012

Lucidez precisa-se e os Portugueses começam a ganhá-la!

 
 
Falando de Impunidade
 
por Fernanda Câncio, em 28.09.12

Passaram apenas 18 meses desde que PSD, PP, PCP, BE e PEV se uniram para chumbar o pacote de medidas acordado pelo Governo com o BCE e a UE para garantir que Portugal não seria o terceiro país do euro a recorrer a um resgate financeiro. O chumbo, era sabido, implicaria a demissão do Executivo socialista e, no clima de pressão dos mercados financeiros sobre as dívidas soberanas, o resgate.
Na Alemanha, Merkel deu largas à sua fúria num discurso no parlamento, criticando o chumbo do pacote que tinha, frisou, o apoio do BCE e da UE. Os mesmos BCE e UE aos quais o governo demissionário, perante o disparar dos juros, foi obrigado menos de um mês depois a pedir ajuda financeira de emergência.

Toda a gente está recordada destes factos; como toda a gente terá presente que o motivo invocado pela oposição para recusar as medidas e derrubar o Governo foi um alegado "excesso de austeridade sobre as pessoas". Afinal, tudo isto se passou apenas há ano e meio. E levou só um ano e meio para se tornar claro - para aqueles para quem não o foi logo - que não existia em nenhum dos partidos que chumbou o PECIV outro propósito que não o de derrubar o Governo, custasse o que custasse, e desencadear eleições. O PSD e o PP fizeram-no porque esperavam, como sucedeu, ter votos suficientes para governar. O PCP, o BE e o PEV fizeram-no porque tinham a esperança de roubar votos ao PS e porque sabem que quanto mais à direita for o Governo mais têm possibilidades de os angariar. Ninguém, nestas cinco agremiações políticas, perdeu um minuto a pensar nos terríveis custos, para o País, desse ato. Ninguém se ralou com o expectável reforço da austeridade de que a Grécia e a Irlanda eram quadro vivo; ninguém quis sequer saber do que mais um resgate significava para a UE e para o euro. Ninguém pensou em responsabilidade, em solidariedade, em nós - ninguém, a começar pelo locatário de Belém.

Portugal podia, mesmo com o PECIV aprovado, ter sido, mais tarde, forçado a pedir um resgate? Não sabemos. Não sabemos o que teria sucedido se em vez de um Cavaco tivéssemos um presidente e em vez de um Passos e um Portas, um Jerónimo e um Louçã, gente mais ralada com os portugueses do que com ganhos partidários. O que sabemos é o que sucedeu. Que, a três meses do fim do ano, não fazemos ideia de qual o défice com que aí vamos chegar, nem de como será possível atingir a meta para 2013; que Cavaco humilhou e desautorizou o primeiro-ministro, erigindo o Conselho de Estado em poder executivo; que temos um Governo zombie; que o clamor da rua sobe e que o discurso infeccioso contra "os políticos" e a democracia cresce.

Que no meio disto a ministra da Justiça comente buscas em casa de ex-governantes como "o fim da impunidade" é um paroxismo de ironia. Cuidado, muito cuidado com o que se deseja. A nossa história recente deveria ter-nos ensinado pelo menos isso.

(publicado em 28 Setembro no dn)

terça-feira, 10 de julho de 2012

Folclore valorizou Currículo de Relvas

 


Ter sido Presidente da Assembleia Geral de uma Associação de Folclore foi um dos aspectos valorizados na experiência profissional do Ministro.

Está certíssimo!
Se há crédito que o homem merece é de se preocupar com o folclore português!
Então não haveria de se preocupar com o Bailinho da Madeira, era só o que faltava!
Então a sua actividade empresarial não se identifica com a actividade de chular, isto é, de apreciar a Chula, essa dança tão do seu gosto!
Então o seu percurso académico não se identifica com o Corridinho. Aquilo é sempre a acelerar! Parece o Curso do Speedy Gonzalez! Entrei, vi, creditei e licenciei-me.
E que dizer do Malhão e do Vira, autênticas danças folclóricas, autênticos retratos da sua vida.
Apetece dizer: o sujeito malha e depois vira o bico ao prego.
Mas digam lá o que disserem, há uma dança com a qual o Relvas se identifica e usa para resumir a sua vasta e brilhante vida profissional, essa dança, autêntico ícone dos folclóricos portugueses dá pelo nome, diga-se bem esgalhado, de Farrapeira. Abençoado Relvas!
Pois é, como se tudo isto não bastasse, faltava a cereja em cima do bolo: Relvas, com a mania do folclore, consegue até transformar o dia a dia de muitos portugueses num autêntico Fandango!

terça-feira, 26 de junho de 2012

CRÓNICA POLÍTICO-FUTEBOLÍSTICA


Notícia de última hora: Conselho de Ministros Extraordinário

Convocado para lidar com a crise laboral e nacional criada com a decisão da Autoeuropa em parar a produção para ver o Portugal-Espanha.
Segundo fontes próximas do primeiro dos últimos primeiros ministros Passos Perdidos, este acabou de falar ao telemóvel com a Angela dos Mercados (vulgo Merkel da ex RDA), manifestando a sua indignação com este lock out da Fábrica de Palmela.

Consta-se que o Ministro do Desemprego e da Economia da Austeridade, terá ficado com aquela cara colérica de palhaço e olhos esbugalhados, quando leu a notícia da paragem de produção na Autoeuropa, diz-se que também terá dito aos seus filhos que a partir de agora, quem comprar um Volkswagen será deserdado de qualquer herança a que tenha direito, isto para além de terem de ir frequentar um Curso de Formação de 50 horas sobre Jardinagem e Espaços Verdes.
A Ministra da Agricultura quis, logo, alugar um helicóptero para lançar tomates sobre o perímetro da Fábrica da Autoeuropa, pelo que o Ministro da Defesa se prontificou a ceder-lhe um helicóptero PUMA estacionado na Base do Montijo.

Paulo Portas apelou à calma, pois um incidente diplomático com a Alemanha, neste momento, não nos dava jeito nenhum.
O Ministro das Finanças, o tal que fala devagar, que não dorme há duas noites a pensar na diminuição da receita, terá dito c o m….. a….. c a l m a….. q u e….. s e….. l h e…. c o n h e c e….: vocês não me estraguem o sector exportador, deixem lá a Autoeuropa fazer um “Football break” que eles depois recuperam!
A Ministra da Justiça chamou os legisladores para introduzir uma cláusula nos julgamentos sumários que abrangesse paragens de produção em flagrante delito.

O Secretário de Estado da Cultura, o tal que chamou ao Benfica, o “outro” clube, prontificou-se a excluir a Autoeuropa de quaisquer benefícios relativos à Lei do Mecenato e desabafou, com aquele ar bocal que se lhe conhece: Isto é um atentado à Cultura!
O famoso Relvas começou logo a marcar os primeiros dígitos do telemóvel pessoal do Administrador da Autoeuropa, preparando-se para efectuar mais uma das suas já famosas chamadas telefónicas inaceitáveis, quando o Passos Perdidos, lhe disse: está sossegadinho não faças mais ameaças nem disparates, já chega a burrada que fizeste com a Jornalista do Público.

No auge de frenesim, eis que toca o telefone: era o Presidente Cavaco: Oh meus amigos, vocês não se atrevam a decretar mais austeridade, senão eu telefono ao Seguro e convoco-o para vir a Belém, para assistir ao jogo comigo, como forma de solidariedade para com os trabalhadores da Autoeuropa.
Foi, então, que o Passos Perdidos teve uma ideia genial, no oásis de mais de ano de secura intelectual: Telefonou ao António Costa, queixando-se da ideia do Cavaco de ir ver o Jogo com o Seguro, propondo ao Presidente da Câmara de Lisboa que instalasse Écrans Gigantes por toda a Lisboa desde a Picheleira, passando pela Madragoa, até às Docas de Alcântara.


O que o Futebol é capaz de fazer!

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